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Desafios da adolescência: derrubando muros e construindo pontes

Psicologia

22

out 2019

Tem filhos? Então este artigo é para você. Mesmo que os seus filhos ainda não tenham atingido a fase da adolescência por certo já pensou em como esta fase será e como lidará com ela quando ela chegar. Então preste atenção porque falaremos exatamente do que acontece e de como lidar com ela.

A adolescência é a fase que marca a transição entre a infância e a fase adulta. Esta fase compreende jovens com idades cronológicas dos 10 aos 19 anos de idade. Durante esta fase há uma grande variedade de mudanças a nível fisiológico, hormonal, cognitivo e também comportamental. A nível comportamental o questionamento de regras e o seu constante incumprimento são queixas frequentes dos pais.

Surgem assim inúmeras questões de comparação e queixa ‘’O João pode ir à balada e eu não’’ ‘’Porque é que eu tenho de voltar a meia-noite e não a 1 da manhã como os meus amigos? ’’. Este tipo de perguntas associado a persistência dos filhos e ao cansaço dos pais, leva muitas vezes a conflitos e a que se construa um muro entre os dois. Este muro faz com que não haja uma boa comunicação e muitas vezes leva a deterioração da relação entre os dois. É então necessário destruir os muros entre si e o seu filho e construir pontes.

Para que isto aconteça veja algumas sugestões:

– Evite frases como: ‘’Porque eu sou a (o) mãe (pai) e eu é que mando’’ ou ‘’Porque sim’’; tente conversar com o seu filho e explicar-lhe o porquê da sua decisão.

Pergunte-lhe como é que podem chegar a um meio-termo que o deixe descansado, o que permite ao adolescente sentir-se independente. Muitas vezes não existe o meio-termo, mas uma explicação plausível é o suficiente para que o adolescente entenda os seus motivos e aceite a decisão.

Mesmo que o adolescente não o admita, irá notar que ele não insistirá mais no assunto e fará com que o adolescente se sinta ouvido e respeitado. Lembre-se, grande parte do comportamento do adolescente é uma necessidade de se afirmar como já não sendo uma criança.

– Tente controlar a sua ansiedade: é normal!

 É normal preocuparmo-nos quando o nosso filho vai a festa sozinho pela primeira vez, quando dorme fora pela primeira vez, quando começa uma relação amorosa, quando tranca a porta do quarto, etc. Quando estiver preocupado converse com o seu filho e exponha as suas preocupações, é melhor que impedi-lo de sair sozinho para não ter de lidar com a sua ansiedade;

– Estabeleça regras claras

 Crie regras juntamente com o seu filho para que ele se sinta ouvido e respeitado; É importante que as regras não sejam criadas só pela simples necessidade de haver regras mas para motivos que sejam importantes. Após serem implementadas as regras, é importante estabelecer limites e não negociar a não ser que ache que o adolescente mereça que sejam feitas alterações.

– Opte pelo reforço positivo

Se nota que castigos, ameaças e retiradas da mesada já não são eficazes para que o seu filho se comporte como acha correto, experimente mudar a técnica. Tente saber junto do seu filho o que é que o motivaria para seguir as regras. Por exemplo, diga ao seu filho que se ele arrumar o quarto 3x por semana sem que seja necessário relembrar-lhe ele poderá ficar até uma hora mais tarde fora de casa durante o fim-de-semana.

– Seja sempre um apoio para os momentos difíceis

Muitos pais acreditam que não precisam de dizer aos seus filhos para conversarem com eles porque ‘’eles já sabem’’. Isto não é verdade! Grande parte dos adolescentes sente receio em conversar com os pais por medo de represália, que os pais se sintam decepcionados ou que os vejam como incapazes de tomar as suas próprias decisões. É importante relembrar aos seus filhos que podem sempre conversar consigo. Fazer com que o seu filho tenha medo de você não fará com que ele cometa menos erros, mas sim que os esconda mais de você;

Lembre-se o seu filho irá errar! Uma, duas e muitas vezes. Não se culpe. Ensine o seu filho a transformar o erro num momento de aprendizagem e a evitar que o erro se repita. Mas lembre-se também que isso só irá acontecer se não construir um muro entre si e o seu filho.

Fonte: Oficina de Psicologia


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