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O que é Ansiedade Social?

Psicologia

28

out 2019

Transtorno de ansiedade social  é provavelmente, entre os problemas de ansiedade, o menos conhecido e o mais negligenciado. Para que possa compreender melhor o que é a ansiedade social e na sua forma mais severa o transtorno de ansiedade social (ou fobia social), torna-se necessário que comecemos por conhecer o que é uma situação social.

Uma situação social é qualquer situação na qual a pessoa e outras pessoas estão presentes. As situações sociais podem incluir interação com os outros (o que frequentemente referimos como situações interpessoais) ou situações nas quais a pessoa é o foco de atenção ou que poderá ser reparada por outros (frequentemente referimos como situações de desempenho). Alguns dos seguintes exemplos de situações interpessoais e de desempenho podem ser temidas por pessoas que têm níveis elevados de ansiedade social.

Ansiedade social refere-se ao nervosismo ou desconforto em situações sociais, habitualmente devido ao medo que a pessoa tem de poder fazer alguma coisa que possa ser embaraçoso ou ridículo, ou na qual possa causar má impressão, ou que possa ser julgada, criticada ou avaliada negativamente por outras pessoas.

Para muitas pessoas, a ansiedade social está limitada a certas situações sociais. Por exemplo, algumas pessoas ficam muito desconfortáveis em situações formais relacionadas com o trabalho, como por exemplo fazer apresentações ou reuniões, mas ficam razoavelmente confortáveis em situações mais casuais, como por exemplo em festas ou a socializar com os amigos. Outras pessoas podem reagir exatamente ao contrário; estão mais confortáveis em situações formais de trabalho do que em situações não estruturadas de encontro social.

 De fato, não é nada pouco habitual ouvir uma celebridade a dizer que se sente razoavelmente confortável a desempenhar o seu papel em frente a grandes audiências, mas que se sente tímida e nervosa quando interage com uma pessoa ou em pequenos grupos em que a intimidade é maior.

A intensidade da ansiedade social e a extensão das situações sociais temidas variam de pessoa para pessoa. Por exemplo, algumas pessoas sentem algum receio com que lidam razoavelmente bem, enquanto outras se sentem completamente esmagadas pela intensidade do seu receio. Para algumas pessoas o receio encontra-se limitado a um única situação social (por exemplo, falar em público), enquanto que para outras pessoas, a ansiedade social surge em quase todas as situações sociais.

A ansiedade social está relacionada com diversos fatores que poderão incluir estilos e traços de personalidade (por exemplo, introversão, timidez ou perfeccionismo). As pessoas que são tímidas sentem-se frequentemente desconfortáveis em certas situações sociais, em especial aquelas situações que envolvem interagir com outras pessoas e conhecer novas pessoas. As pessoas que são introvertidas tendem a ser mais sossegadas e evitam ou retiram-se mais de situações sociais, podendo preferir estar sozinhas.

No entanto, as pessoas introvertidas não são necessariamente ansiosas ou receosas quando socializam. Por último, a disposição para o perfeccionismo está associada à tendência para manter elevadas expectativas para si mesmo que são difíceis ou impossíveis de cumprir. O perfeccionismo pode conduzir a pessoa a sentir-se ansiosa em público pelo receio que as outras pessoas reparem nas suas “falhas” e os julguem negativamente.

Como é que a Ansiedade Social pode interferir nos relacionamentos, no trabalho e na escola, e em outras atividades do dia-a-dia?

A ansiedade social pode fazer com que seja difícil para as pessoas estabelecerem e manterem relações saudáveis. Pode afetar todos os níveis de relacionamento, desde o relacionamento com estranhos e conhecidos casuais àqueles com a família e outros significativos. Para muitas pessoas, mesmo a maneira mais simples de interação social (tal como fazer uma pequena conversa, pedir direções, cumprimentar um vizinho) são muito difíceis. Para essas pessoas marcar encontros pode estar completamente fora de questão.

 A ansiedade social pode ser mais fácil de lidar junto de pessoas mais familiares, como amigos e família, mas nem sempre. Para algumas pessoas, a ansiedade pode aumentar à medida que as relações se tornam mais íntimas. A ansiedade social pode ainda interferir com as relações existentes, principalmente se o companheiro(a) de uma pessoa com ansiedade social quiser socializar com outras pessoas.

A ansiedade social pode ter um impacto na escolha dos estudos e da profissão. Pode por exemplo afetar o tipo de curso a fazer na faculdade e qual o tipo de emprego que a pessoa pode aceitar. Pode ainda afetar o desempenho no trabalho e o envolvimento na escola. Praticamente qualquer atividade que envolva contacto com outras pessoas pode ser afetada pela ansiedade social.

. Medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais e de desempenho nas quais o sujeito está exposto a pessoas desconhecidas ou à possível observação de outras. O sujeito teme poder vir a comportar-se (ou mostrar sinais de ansiedade) de modo humilhante ou embaraçador. Nota: em crianças, tem de existir evidencia da capacidade para estabelecer relações sociais apropriadas para a idade com pessoas conhecidas e a ansiedade deve ocorrer também com as crianças da sua idade e não somente nas interações com os adultos.

. A exposição à situação social temida provoca quase sempre ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico situacional ou situacionalmente predisposto. Nota: em crianças, a ansiedade pode ser expressa por choros, birras, imobilidade ou receio nas situações sociais com pessoas desconhecidas.

. A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional. Nota: em crianças esta característica pode estar ausente.

. As situações sociais ou de desempenho são evitadas ou enfrentadas com intensa ansiedade ou mal-estar.

. O evitamento, antecipação ansiosa ou mal-estar nas situações sociais ou de desempenho interferem significativamente com as rotinas normais da pessoa.

. Em sujeitos com idade inferior a 18 anos, a duração é pelo menos de seis meses.

. O medo ou o evitamento não são provocados por efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por exemplo: drogas ou alguma medicação).

De todos os tratamentos disponíveis, a terapia cognitivo comportamental tem se mostrado o melhor tratamento para o transtorno de Ansiedade social. A terapia cognitivo comportamental baseia-se na premissa de que o que a pessoa pensa afeta o modo como se sente, e os sentimentos afetam o comportamento. Neste sentido, se houver uma modificação da maneira como se pensa as situações sociais a pessoa irá sentir menos ansiedade e consequentemente não necessitará de ter os comportamentos de evitamento das situações sociais.

A terapia cognitivo comportamental para fobia social envolve normalmente:

Aprender a controlar os sintomas físicos da ansiedade através de técnicas de relaxamento e exercícios respiratórios.

Aprender a modificar os pensamentos negativos que provocam ansiedade em situações sociais.

Enfrentar o medo de uma maneira gradual (sempre à sua medida) e sistemática as situações sociais de forma a que as deixe de evitar.


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